Intermediação financeira (conceito): processo de transferência de recursos das unidades superavitárias (poupadores) para as deficitárias (tomadores), por meio de instituições financeiras.
Unidades superavitárias: agentes que possuem excesso de recursos (poupança disponível).
Unidades deficitárias: agentes que necessitam de recursos para consumo ou investimento.
Papel dos intermediários: instituições financeiras captam recursos dos poupadores e repassam aos tomadores.
Objetivo econômico: melhorar a alocação de recursos e estimular consumo e investimento na economia.
Exemplo típico: bancos captam depósitos e concedem empréstimos.
Formas de intermediação: pode ser direta (sem intermediário) ou indireta (com intermediário financeiro).
Juros: representam a remuneração do capital para o poupador e o custo para o tomador.
Spread bancário: diferença entre a taxa cobrada nos empréstimos e a taxa paga aos depositantes.
Regra de prova: intermediação financeira \= ligação entre quem tem sobra de recursos e quem precisa de financiamento.
Conceitos econômicos
Unidades econômicas: agentes que participam da economia (famílias, empresas e governo), tomando decisões que influenciam produção e consumo.
Famílias: responsáveis pelo consumo e oferta de trabalho (fator de produção).
Empresas: produzem bens e serviços e remuneram os fatores de produção (trabalho, capital e terra).
Governo: regula a economia, executa políticas públicas e atua na redistribuição de renda.
Renda: remuneração dos agentes econômicos (salários, juros, lucros).
Poupança: parcela da renda que não é consumida e pode ser direcionada ao investimento.
Investimento (econômico): aplicação de recursos para aumentar a capacidade produtiva (ex: máquinas, infraestrutura).
Diferença importante: investimento econômico ≠ compra de ativos financeiros (ex: ações não é investimento no conceito econômico).
Crescimento econômico: aumento quantitativo da produção de bens e serviços.
Desenvolvimento econômico: inclui crescimento \+ melhoria da qualidade de vida (educação, saúde, renda).
Segmentos do mercado
Segmentos do mercado financeiro: o mercado é dividido em quatro principais segmentos, que se diferenciam pelo tipo de operação e prazo.
Mercado monetário: envolve operações de curtíssimo e curto prazo, com foco no controle da liquidez e da taxa de juros.
Mercado de crédito: atende necessidades de financiamento de curto e médio prazo de pessoas físicas e empresas, geralmente via bancos.
Mercado de capitais: direcionado a financiamentos de médio e longo prazo, com instrumentos como ações e debêntures.
Mercado de câmbio: realiza operações de compra e venda de moedas estrangeiras.
Diferença principal: cada segmento se distingue principalmente pelo prazo das operações e pelo tipo de instrumento financeiro utilizado.
Interligação: apesar da divisão teórica, os segmentos são interdependentes na prática.
Influência da taxa de juros: especialmente a de curto prazo (ex: Selic) impacta todos os segmentos.
Participantes: instituições financeiras atuam em vários segmentos simultaneamente.